O segundo episódio de “O Cavaleiro dos Sete Reinos” dá um passo firme ao deixar claro que a série não está interessada em grandiosidade vazia, mas sim em construção de personagens e atmosfera. Se o primeiro capítulo apresentou o tom mais contido da narrativa, aqui a história começa, de fato, a respirar e a testar seus protagonistas.
Egg,
por sua vez, ganha mais camadas. O garoto deixa de ser apenas o escudeiro
esperto e começa a revelar sinais de sagacidade política e curiosidade que vão
além da idade. A dinâmica entre os dois é o coração do episódio: há leveza nos
diálogos, mas também um subtexto constante de tensão, como se o mundo estivesse
sempre pronto para puni-los por qualquer deslize, e em minha opinião já ficou
claro que o mesmo é o garoto Targaryen que está desaparecido.
Narrativamente, o episódio é mais lento, mas não é vazio. Cada
conversa carrega peso, cada silêncio parece proposital. A série aposta em
pequenos gestos e olhares, algo que remete ao melhor de Game of Thrones
em seus momentos mais intimistas. Ainda assim, essa escolha pode afastar quem
espera ação imediata ou grandes reviravoltas.
Visualmente, o episódio mantém uma estética sóbria, quase
melancólica, que combina com a proposta da história. Não há excesso de
espetáculo, e isso funciona a favor da imersão, reforçando a sensação de um
Westeros mais humano e menos mitológico.
No fim, o segundo episódio
não tenta impressionar, mas consolida. É um
capítulo que fortalece a base da série, aprofunda relações e deixa claro que a
jornada de Dunk e Egg será mais sobre escolhas morais do que sobre espadas
erguidas. Pode não ser explosivo, mas é consistente, honesto e, acima de tudo,
muito promissor.
NOTA: 08/10

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