Depois de uma primeira temporada que, apesar de problemas claros, conseguiu estabelecer o universo e reacender a esperança dos fãs dos livros, a segunda temporada de Percy Jackson e os Olimpianos chega com a missão de elevar o nível. Infelizmente, o que vemos é quase o oposto: uma continuação que perde impacto, tensão e identidade, resultando em uma experiência frustrante.

O maior problema está no tom excessivamente contido. A temporada adapta eventos que, no material original, são mais perigosos, emocionais e intensos, mas a série insiste em suavizar conflitos e resolver situações importantes de forma apressada e pouco memorável, coisa que acontece nos filmes e achávamos que seria resolvido com uma serie. Falta urgência. Falta perigo real. E, principalmente, falta emoção.

Narrativamente, o ritmo é irregular. Episódios que deveriam ser grandiosos soam burocráticos, enquanto momentos decisivos passam sem o peso dramático necessário. A sensação constante é de que a série tem medo de se arriscar, tratando sua própria mitologia com uma cautela exagerada que esvazia o impacto das revelações e batalhas.

Os personagens, que deveriam evoluir, acabam estagnados. Percy raramente é desafiado de verdade. Annabeth perde parte de sua complexidade emocional, e Grover é novamente subaproveitado, servindo mais como alívio cômico do que como peça essencial da trama. A química do trio não existe e não sustenta a narrativa sozinha.

Visualmente, a produção mantém um padrão competente, porém pouco inspirado. As criaturas mitológicas e cenários carecem de imponência, parecendo mais funcionais do que épicos. Para uma série que lida com Deuses, monstros e destinos grandiosos, o resultado soa surpreendentemente pequeno.

No fim, a segunda temporada decepciona porque tinha tudo para ser melhor. O material de base é forte,mas  o elenco e o roteiro não ajudam, a execução escolhe o caminho mais seguro — e, consequentemente, o mais sem graça. Em vez de crescer com seu público, Percy Jackson e os Olimpianos parece andar em círculos, entregando uma temporada morna onde deveria haver espetáculo.

Uma jornada que prometia amadurecer… mas acabou deixando os fãs à deriva, vamos ver se muda algo com a chegada de Thalia Grace filha de Zeus para a terceira temporada que já foi confirmada.

NOTA: 4,5/10

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